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Feminismo Diabolico

domingo, 12 de outubro de 2014

Pesquisa mostra que as pessoas querem mais religião na política

Pesquisa mostra que as pessoas querem mais religião na política

Estudo do Instituto Pew revela aumento no interesse pelo assunto

por Jarbas Aragão Pesquisa mostra que as pessoas querem mais religião na política

Nos Estados Unidos, muitos pastores dedicaram o último domingo para falar de política nos púlpitos. O país não está passando por um processo eleitoral, mas há sete anos existe essa espécie de tradição chamada “Pulpit Freedom Sunday”. Pela lei americana, isso poderia deixar as igrejas em apuros, por causa das isenções de impostos.
Mesmo assim, cerca de 1800 igrejas espalhadas pelo país oficialmente aderiram ao movimento este ano. Entre os assuntos mais comentados estavam o casamento gay e o aborto. Para os pastores, essas e outras questões são importantes demais para serem ignoradas.
Uma pesquisa recente do Instituto Pew mostra que um número crescente de cidadãos reconhece que a religião deveria desempenhar um papel mais importante na política. Segundo os dados divulgados este ano, quase três quartos da população (72%) acredita que a influência da religião está em declínio na vida pública. Este é o nível mais alto nos últimos 10 anos, segundos as pesquisas do Pew.
“Uma porção crescente do público quer ver a religião desempenhando um papel de destaque na política americana”, escrevem os autores do estudo. Isso não significa apenas ver pastores ou líderes defendendo um candidato abertamente. O índice aumentou 8 pontos percentuais desde 2010.
Este ano, cerca de metade dos entrevistados disse que igrejas e outras instituições religiosas devem expressar abertamente suas opiniões sobre questões sociais e políticas. Um aumento de 6% desde 2010. Curiosamente, 63% respondeu negativamente quando questionado se as igrejas deveriam lançar ou endossar candidatos a cargos públicos.
As conclusões deste estudo contradizem o que a mídia normalmente divulga sobre a tendência de separar-se a vida social e política da religiosa. Até mesmo especialistas dizem estar surpresos. Seth Dowland, um professor de história religiosa na Universidade Luterana do Pacífico, no estado de Washington, acredita que isso pode estar ligado à falta de clareza do presidente Barack Obama sobre questões religiosas.
Uma comparação com o ex-presidente George W. Bush, mostra uma grande mudança de perfil. Enquanto Bush seguia a tradição dos presidentes em mostrar como sua fé era parte importante de sua identidade pública, Obama não o fez.
“Obama não enfatizou as raízes cristãs do país, como Bush fazia”, disse Dowland. “Como resultado, os cidadãos percebem que temos menos religião na vida pública”. Para o estudioso, os evangélicos são os que mais se ressentem “de uma época em que os cristãos tinham o controle moral da sociedade, algo que agora sentem ter perdido”.
Durante anos, aborto foi a questão que mais incomodou os cristãos, mas hoje apenas 3 dos 50 Estados americanos possuem leis que coíbem de alguma maneira a prática. Em 30 Estados americanos o casamento gay foi legalizado. Em muitos deles, após plebiscitos onde a população votou favorável. Um movimento que cresceu muito durante o governo Obama. O mesmo vale para a legalização da maconha, um movimento crescente que já obteve vitória em 13 Estados e leis que permitem o uso medicinal estão sendo discutidas em vários outros.
Para muitos pastores, falar de política no púlpito deveria envolver uma série de outros assuntos, como a dívida nacional, a corrupção, porte de armas para os cidadãos e o apoio a Israel.
A Aliança em Defensa da Liberdade reúne pastores e líderes cristãos interessados em discutir política a partir dos púlpitos. De acordo com seu porta-voz, Nick Bouknight, a cada ano o número de igrejas associadas aumenta.
Por outro lado, Barry Lynn, diretor da organização sem fins lucrativos Americanos Unidos pela Separação entre Igreja e Estado, faz campanha por um Estado 100% laico e exige que as igrejas que falarem sobre política ou indicarem candidatos sejam punidas. Ele propõe o fim da isenção fiscal para os que insistirem.
Em entrevista à CNN, o pastor Jim Garlow, da Igreja Skyline, na Califórnia, que conta com mais de dois mil membros, afirma não “pregar sobre política”, mas que esta é uma questão presente em toda a Bíblia. Para ele não existe constrangimento em falar do assunto no púlpito.
Embora não defenda um partido ou ideologia, procura mostrar aos fieis quais leis (ou propostas de leis) que contradizem os ensinamentos bíblicos. “Eu não falo sobre questões políticas. Abordo questões bíblicas, morais e teológicas”, disse ele. “O que importa não são minhas opiniões, mas sim as de Deus”. Com informações de Pew Forum e CNN

Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-pessoas-religiao-politica/

Meus comentários: Eu estou muito decepcionado com a atuação do Pastor Silas Malafaia e sua tentativa de impedir a reeleição da Presidenta Dilma. Mas eu não posso negar que o aumento da influência da Religião na politica, no fim das contas, será uma coisa boa, pois diminuirá a influência do gayzismo e do feminismo.
Mas eu prefiro muito mais que a Igreja Católica aumente a sua influência na politica, através da recriação da Liga Eleitoral Católica, subordinada à CNBB, do que esses evangélicos hereges e vigaristas. Eu já fiz alguns estudos sobre isso e analisando os erros das Ligas Eleitorais Católicas do passado, comparando com a atual eleição, eu acredito que a Igreja Católica pode sim influenciar na politica, desde que ela indique candidatos apenas aos cargos do Legislativo. Nas monografias que eu obtive sobre as experiências anteriories da Liga Eleitoral Católica no Brasil, dos anos 30 e dos anos 50, eu notei que o grande erro dos católicos foi terem apoiado candidatos aos cargos do Poder Executivo: Presidentes, Governadores, Prefeitos. É um grande erro declarar voto em um candidato a um cargo do Executivo, pois esses cargos são muito visados pela população e há muita chance do politico desagradar a maioria, o que iria transferir a repugnância para a Igreja Católica. E foi exatamente isso que aconteceu nos anos 30 quando a Igreja apoiou o Mussolini na Itália. Depois, quando o Mussolini caiu em desgraça perante a opinião publica, a Igreja sofreu e sofre até hoje as consequencias negativas daquele apoio. E isso é muito ruim, pois gerou um trauma nos sacerdotes católicos, que entram em pânico quando ouvem a idéia da Igreja se meter com a política e rejeitam totalmente essa idéia. Apenas recentemente, através de algumas iniciativas do Padre Paulo Ricardo, a Igreja começou, timidamente, a voltar a se interessar pela Politica. Mas, embora eu seja um aliado incondicional do Padre Paulo Ricardo, eu acredito que a abordagem que o Padre Paulo está tentando fazer, é equivocada e está fadada a fracassar. Isso não é culpa dele, é apenas porque o Padre Paulo não tem os conhecimentos de politica e controle da mente que eu possuo. O Padre Paulo está tentando convencer os fiéis católicos a entrarem na politica. Mas isso é um grande erro, porque os católicos, com aquela mentalidade de cordeirinhos que eles têm, serão devorados e massacrados completamente pelo jogo politico. O melhor caminho para a Igreja Católica aumentar a sua influência politica é usando o seu grande trunfo: o seu poder de convencimento sobre os seus fiéis, para direcionar os votos dos católicos e, com isso, influenciar a politica. Não é preciso que os católicos entrem na politica. Eu acho até que isso seria muito ruim, porque os católicos, com aquela mentalidade de cordeirinhos puros que eles têm, serão totalmente esmagados pelos outros partidos. Na política é preciso ter astúcia e hipocrisia no mais alto grau, qualidades essas que os católicos abominam. No entanto, se os católicos tiverem um certo poder de influência nos votos, eles poderão influenciar e chantagear todos os politicos de todos os partidos da seguinte forma: Vote de acordo com a Igreja, e você terá apoio e propaganda gratuitos da Liga Eleitoral Católica. Vote contra a Igreja e nós vamos fazer a sua caveira perante os eleitores católicos. Com isso, a Igreja vai conseguir ter influência até sobre politicos que não sejam católicos.
Outro ponto que eu considero fundamental e que eu aprendi estudando as experiências anteriores da Liga Eleitoral Católica no Brasil é o fato de que nas versões anteriores da Liga, ela apoiava candidatos a cargos do EXECUTIVO: Presidente, Governador e Prefeito. Mas eu acho que esse foi o grande erro da Igreja Católica. Porque é muito fácil o povo e o eleitor ficar bravo com um politico de um cargo do executivo e, com isso, transferir a sua fúria e o seu ódio para a Igreja. Foi o que aconteceu nos anos 30 e 40, quando a Igreja apoiou o Mussolini na Itália e depois que ele entrou em desgraça, o povo descontou na Igreja e desconta até hoje. Mas, se a Igreja Católica tivesse apoiado apenas candidatos aos cargos do LEGISLATIVO (deputados e senadores) a Igreja poderia ter permanecido incólume e imaculada perante a opinião publica, pois o povo nunca bota a culpa dos problemas em algum deputado ou senador; mas só no Chefe do Executivo. Além do mais, é justamente nos cargos do Legislativo que se encontram os maiores perigos para a Igreja, como o casamento gay, o divórcio, as leis de repressão contra religiosos, etc. Um chefe do executivo que tente, por exemplo, legalizar o aborto, será imediatamente reconhecido, rechaçado e combatido pelos próprios leigos católicos, pois os cargos do Executivo são muito visados e vigiados. Portanto, a nova Liga Eleitoral Católica não deverá fazer sugestões de candidatos a quaisquer cargos do Poder Executivo: (Presidente, Governador e Prefeito); mas a LEC poderá e deverá indicar quais candidatos a cargos do LEGISLATIVO (Deputados e Senadores) que estão em concordância com os principios da Igreja.



Leiam o Livro GRÁTIS sobre a Liga Eleitoral Católica:


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