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Feminismo Diabolico

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O “feminismo” não é uma defesa das mulheres, é apenas a defesa do que algumas mulheres defendem como objetivo de todas as mulheres

O texto abaixo foi postado como comentário no site da Marcha das Vadias por um leitor amigo nosso, o Bernardo Rangel. Achei o comentário dele muito bom e inteligente e decidi postar aqui. Leiam na integra a opinião do nosso confrade Bernardo Rangel:

Bernardo Rangel · Seguindo · São PauloAs feministas e progressistas dizem que lutam contra um “discurso de ódio”, tudo porque a Igreja considera pecado alguns comportamentos que elas querem praticar (e não deveriam se importar tanto, já que, via de regra, sequer no Inferno católico acreditam). Este é o “discurso de ódio” da Igreja, emoldurado no perdão e no “amai-vos uns aos outros” e no Filho de Deus que nasce de uma mulher virgem. Enquanto elas, que se consideram vítimas, são capazes de, diante de famílias que nunca fizeram mal algum a elas, desnudarem-se e enfiarem uma imagem considerada sagrada pelos espectadores nos seus órgãos sexuais. Nenhum “discurso de ódio” aí?
A platéia não apenas é ofendida: é algemada em suas palavras. Afinal, poderia-se chamar uma mulher que faz uma coisa dessas de “vadia”? Ela não se auto-denomina “vadia”? Não: o intuito é, justamente, impedir até mesmo que sejam ofendidas, pois tratar com desrespeito essas mulheres que não respeitam a si próprias seria “discurso de ódio”. Não se pode chamar uma mulher que entuba uma imagem sagrada durante um culto religioso de “vadia”, apenas elas podem assim se auto-nomear e xingar o público presente (sem nenhum “discurso de ódio” que os defensores desse progressismo consigam notar).
É o discurso de ódio contra o ódio verdadeiro. Tangível.
Vê-se, então, que o “feminismo” não é uma defesa das mulheres, é apenas a defesa do que algumas mulheres defendem como objetivo de todas as mulheres, por só reconhecerem como mulheres humanas aquelas que estão dentro do grupo. Quem estiver fora é apenas uma ameaça ou, na melhor das hipóteses, um estorvo a ser futuramente “ultrapassado”. Não é uma mulher a ter seus direitos defendidos.
Não apenas isso, é uma defesa por meios específicos (outros meios não são considerados “feminismo”). E com o fim específico de rachar a sociedade, enxergando apenas coletivos massificados – ou, para resumir, apenas o coletivo das mulheres “de dentro” e a pasta amorfa de obscurantismo das pessoas que ficam de fora. Ameaças a serem tratadas como uma colônia de baratas no sótão.
Marcha das Vadias meucuélaico 300x300 Marcha das Vadias contra o papa: a lógica interna do feminismo Não à toa, toda a discussão entre as feministas e os “conservadores” é, justamente, que as primeiras recusam-se a enxergar no interlocutor algum traço de humanidade, enquanto os últimos enxergam almas individuais. De como feministas encaram fetos até a forma como tratam tiazinhas carolas indo ver o papa, todo o discurso é bem próximo da escatologia apocalíptica: elas não enxergam nenhum humano como ser humano, a não ser elas próprias, sobretudo seus impulsos mais primitivos.
Afinal, o papa abraçou rabinos, monges budistas e pais-de-santo, defendeu a importância do Estado laico e do diálogo e disse que não cabe a ele julgar homossexuais. De quem foi a manifestação de ódio explícito?
O mesmo vale para outros progressismos: a luta contra o racismo, pelos direitos dos gays, minorias etc costuma partir de algo na realidade que precisa ser mudado, mas não é tratado como um ideal fixo: a uma mudança de vento, é permitido o racismo, usa-se do mesmo “discurso de ódio” homofóbico e por aí vai.
Cria-se a novilíngua que tudo inverte. Contra o “obscurantismo” de uma religião tradicionalista e baseada no pecado original, culpa-se o macho branco ocidental heterossexual por natureza, proíbe-se qualquer piada, qualquer aversão, qualquer opinião própria contra o rebanho, qualquer coisa que ofenda a hipersensibilidade alheia. Um ambiente bem mais opressivo do que a missa. Ou o confessionário.
O discurso é pregação de ódio, e justamente diz que é contra a “pregação de ódio”. A própria definição da psicopatia, que é rara nos cérebros, mas tão comum nas crenças.
marcha das vadias rosários 300x156 Marcha das Vadias contra o papa: a lógica interna do feminismo A confusão fica clara quando uma das respeitáveis damas que enfiou a imagem da santa em sua sacrossantíssima explicou que preferiu cobrir o rosto para não sofrer represálias no trabalho. Por que se preocupar com o trabalho, tão capitalista, tão judaico-cristão, essa coisa que lhe dá tanta coisa que ela tanto quer, a ponto de ela ter medo de perder essa suposta exploração capital? E que tal depois levantar os cartazes “saia do meu corpo que não te pertence!”, como se fosse a religião que tivesse entrado em seu corpo a obrigando a tal, e não ela que tenha internalizado a sacralidade contra a opinião de todos os religiosos?
No fim da “encenação” da Marcha das Vadias, após quebra de cruzes e da imagem de Nossa Senhora, uma das respeitáveis moças nuas deitou outro ser humano nu com as pernas para o ar e, com uma camisinha, enfiou o que restou de um dos crucifixos em seu ânus. Essas feministas, que adoram encontrar ameaças abstratas (“o machismo! o patriarcalismo!”) em tudo, inventaram novas modalidades extremas de cagação de regra.

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