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Feminismo Diabolico

terça-feira, 30 de julho de 2013

Viva as mulheres, abaixo o feminismo

Viva as mulheres, abaixo o feminismo
Ser contra o feminismo não quer dizer ser a favor do machismo
por Redação

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Foto: Eduardo Haak

Por Eduardo Haak

Volta e meia implico com os ingênuos arroubos feministas de uma amiga de longa data. Outro dia ela estava soltando foguetes porque, pela primeira vez na história, uma mulher levou o Oscar de direção – Kathryn Bigelow, pelo filme “Guerra ao Terror” (aliás, Kathryn por acaso é uma vampira e se banha diariamente em sangue de donzelas para estar com aquele inacreditável shape aos 58 anos?). Dei um pouco de corda a essa amiga e então ela veio com aquele papo: uma mulher vencer é importante para nós, mostra que nós podemos também etc, etc. Contestei o que ela disse em termos simpaticamente debochados, aí minha amiga me chamou de machista. Retruquei, dizendo que o fato de eu ser antifeminista não quer dizer que eu seja machista, muito pelo contrário. Aí ela resolveu partir pra ignorância mesmo e ameaçou me bloquear no MSN, dizendo: “Você é realmente incapaz de entender o que nós, mulheres, sentimos”.
“Nós, as mulheres”, “nós, as mulheres”, nós, nós, nós. O que está implícito nesse “nós” é que as mulheres formam um grupo coeso unido pela experiência comum do desfavorecimento, que as mulheres são uma minoria oprimida pelos valores sociais vigentes, que ainda consideram o homem um ser superior. E que o fato da bela Kathryn Bigelow ter levado o prêmio de melhor diretor tem um grande significado político, pois desafia esses tais valores que sempre deram imerecida proeminência e destaque às criaturas do sexo masculino. Pois é, a política, por lidar com o que a espécie humana tem de mais primário, acaba simplificando tudo, reduzindo tudo a esquemas elementares do tipo “homem, portanto opressor, portanto inimigo”, “mulher, portanto oprimida, portanto amiga”. Como costuma dizer aquele cara, Eduardo Haak, política é coisa de gentalha. E essa querida amiga está longe, muito longe de poder ser definida com um substantivo torpe como esse. É uma mulher inteligente, eventualmente até mesmo brilhante. Se não fosse o caso, não me daria ao trabalho de gastar minha preciosa ironia com ela. O que eu quero deixar muito claro com esse falatório todo é que, se há algo que a vitória de Kathryn Bigelow prova, é que o gênio e o talento sempre formaram uma classe aristocrática indiferente a gêneros sexuais, mulheres ou homens. Mulheres de gênio e talento sempre tiveram a projeção merecida, vide Cleópatra, Madame Curie, Dercy Gonçalves, Margareth Thatcher, Eva, Indira Ghandi, Benazir Bhutto, Elisabeth II, Joana D´Arc, Martha Argerich, Daphne Du Maurier, Pina Bausch, Meredith Monk, Cacilda Becker, Katherine Mansfield. E que tentar transformar um triunfo individual – de Kathryn Bigelow – numa suposta vitória política de uma coletividade – de “nós, as mulheres” – é uma operação fraudulenta.
E, no fundo, também cruel, pois dá a entender a qualquer pobre-coitada que ela pode reivindicar um papel de grande destaque no mundo pelo simples fato de ter uma grande quantidade de estrógeno e progesterona circulando nas veias. (E sempre haverá pessoas prontinhas para estimular e explorar essas criaturas iludidas, dizendo, por exemplo, a qualquer desequilibrada que se junta a uma “associação de escritoras” e que se põe a rabiscar frases soltas num papel que ela é, sem sombra de dúvida, uma sucessora da Virginia Woolf.) Sim, o feminismo, além de primário e mentiroso, também é altamente cruel.


Fonte: http://www.itodas.com.br/amor-e-sexo/viva-as-mulheres-abaixo-o-feminismo/

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