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Feminismo Diabolico

domingo, 22 de setembro de 2013

Aids volta a crescer entre os gays, diz ONU

Em alguns países da América Latina, especialmente da América Central, por exemplo, 20% dos homossexuais já estão infectados pelo HIV", diz Loures.
No continente americano, cerca de 70% das mortes por aids ocorreram entre gays. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, os homossexuais masculinos têm até 30 vezes mais riscos de contrair o HIV.
O mesmo CDC divulgou recentemente uma pesquisa que mostrou a gravidade da situação dos homossexuais. Hoje, 4,4% dos gays e bissexuais entre 23 e 29 anos nos Estados Unidos são infectados anualmente. Entre os negros, o índice chega a quase 15%.
"Os números mostram que, no caso dos gays, estamos mais próximos a índices da década de 80, quando a aids surgiu, do que dos números da década de 90, quando a terapia e as campanhas de prevenção proporcionaram um maior controle da aids", explica Linda Valleroy, coordenadora da pesquisa.
O estudo analisou três mil homossexuais e bissexuais que passaram por testes de HIV anonimamente entre 1998 e 2000 em seis das principais cidades americanas (Baltimore, Dallas, Los Angeles, Miami, Nova York e Seattle). O CDC atribui o crescimento da aids ao fato de os gays jovens terem se tornado sexualmente ativos em um momento em que a doença estava ligeiramente sob controle nos Estados Unidos.
"Com a terapia antiretroviral, um soropositivo tem uma vida completamente normal e uma aparência também. Mas continua espalhando a aids", diz Phil Wilson, da Universidade da Califórnia.
Para ele, também não há mensagens suficientemente claras de que a aids é uma doença tão séria, o que acaba levando muitas pessoas a não se preocuparem com ela, já que há um tratamento. "Muita gente não tem noção de que o preço que se paga é alto demais", avalia.
Para Luiz Loures, é fundamental a existência de campanhas específicas para homossexuais. "A mensagem pode ser a mesma: faça sexo seguro. Mas os gays precisam ter mais grupos nos quais eles possam discutir o problema de forma mais clara", diz Loures.
Brasil não estaria incluído no grupo
No Brasil, 20% dos casos de HIV hoje estão entre os homossexuais masculinos. Mas Alexangre Grangeiro, diretor do Programa Nacional de DST e aids, afirma que o levantamento do Unaids precisa ser analisado com cautela e que o Brasil não estaria incluído neste grupo de países que negligencia os homossexuais em suas campanhas.
"Os países avaliados pelo Unaids podem ter uma tradição homofóbica e não realizarem campanhas para homossexuais. No Brasil, não há mais tanto preconceito e nossas campanhas são abrangentes: distribuímos camisinhas, medicamentos, realizamos testagem de HIV e campanhas de prevenção que atingem toda a população, sem separar quem é gay de quem não é", explica o diretor.
Grangeiro lembra ainda que o Brasil é o único país da América Latina que já realizou campanhas de prevenção à aids exclusivamente voltadas para homossexuais, embora reconheça que elas ocorrem em menor escala que as realizadas para a população em geral.
"Mesmo assim, todas as campanhas incluem os gays", diz. Por isso, segundo ele, não seria possível contabilizar separadamente os recursos que são destinados a cada público, o que é usado como base para a afirmação da Unaids.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI211817-EI298,00-Aids+volta+a+crescer+entre+os+gays+diz+ONU.html

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